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Archive for Abril 2011

A última vez em que nos poupamos diante do Botafogo...

Os dois técnicos ultrapassados
daquele confronto decisivo.
...foi em 2010, sob o comando do técnico Antônio Lopes, com a alegação de desgaste excessivo constatado em exame baseado em enzimas. Perdemos a terceira posição em plena 15a. rodada. 

Lá começou o calvário de 2010 na Série A, com alguns jogadores sendo poupados diante de um concorrente direto pela dianteira da tabela, jogando com 4 volantes desde o início do jogo, perdendo o jogo por um mísero gol que abalou o time de tal maneira que fomos até o fundo do poço, tendo que fincar a bandeira na Série A com 3 gols milagrosos de Santo Caio.

Marquinhos chorou naquele milagroso dia do Fico, é torcedor e ídolo.

O Avaí vai novamente ao Engenhão enfrentar o Botafogo sem nenhum meia de origem no time. Que a história seja diferente dessa vez, com o galego ao nosso lado como sempre, mas em nosso time. Com Marquinhos a esperança é diferente. O Anjo Loiro da Ressacada tem que jogar e falar o que quiser. Já tiraram a torcida do estádio. Não tirem de campo.


A catástrofe tática, por Eduardo Roberge Goedert.

     Eduardo

A catástrofe tática

Monstruosidades estratégicas como as de hoje irritam profundamente. Não falo de convicções próprias, de opiniões divergentes, de filosofias de jogo do nosso treinador, o maior vencedor de nossa história. O que me deixou assustado foi a capacidade de insistir no erro, de ignorar o que se vê a um palmo de distância há inúmeras rodadas.

Silas tinha a oportunidade de modificar a estrutura do time, que vinha jogando num 5-2------------------------1-2, mas não abriu mão de seus três zagueiros. Pior: sacou um volante e iniciou o jogo com um meio-campo absurdamente desprotegido, com apenas Marcinho na contenção. Apostou, denovo, por um time sem meio-de-campo. A coisa só não ficou pior por causa da escalação de um jogador com vocação ofensiva para a ala direita.

Novamente, o Avaí vencia pela fragilidade de seu adversário, um dos piores do mundo, e pela individualidade de seus jogadores, oitenta vezes melhores que os marcilistas.

Quando Dadá marcou o gol do time soro-positivo, todavia, evidenciou-se a incapacidade da formação do time avaiano, bem como escancarou-se a miopia estratégica de que atualmente padece Silas. Com o tento sofrido, o Pastor, ao ver seu time ser amassado por um conjunto de estivadores, escolheu por sacar seu atacante mais agudo, botando Fabiano, e, como se não bastasse o retalho cometido, substituiu Spellmaier pelo inócuo Gustavo. Seu miolo de zaga, entretanto, permaneceu incólume.

Após tais substituições, foi um show de horrores. Com um abismo na meia-cancha, vimos lances em que o Marcílio tinha 4 jogadores livres iniciando ataques no meio-campo. E por eventualidade não tomamos esse time semi-amador e sofremos a eliminação precoce desse torneio sub-varzeano.

Enfim, tirou um zagueiro e pôs Evando. Mas, a essa altura, o time, desmontado, jogava no 11-11-11.

Obviamente, como foi contra o Ipatinga, somente lampejos de nossos jogadores poderiam nos salvar em meio ao caos. E foi numa cagada ímpar que Marquinhos, aos 50', marcou.

Eduardo


A pergunta é: será possível que persista a insistência no erro?

Texto do nosso blogueiro diretamente retirado do Orkut. Duro, mas verdadeiro.

Quando uma Diretoria tem pulso firme (ou não).

Celso Roth é retranqueiro, perdeu o Mundial de Clubes de maneira vergonhosa, escala mal e mexe pior ainda no time. Parecia inderrubável, perdendo tudo de mais importante que o Inter disputou, mantendo jogadores caríssimos no banco e ainda assim tendo o aval da Diretoria.

O respeito pelo profissional e pelo que ele poderia apresentar perdurou por 10 longos meses. Quanto valeu esse respeito? O título mais importante da história do Inter, de um prejuízo incalculável, e outro prejuízo talvez de menor escala: ter jogadores de altos salários e alto gabarito sempre no banco.

A manutenção de Celso Roth e sua teimosia foram prejudiciais ao Inter, mas eles puderam se dar ao luxo de perder um Mundial e não perder o sonho de chegar a 200 mil sócios. O Avaí ainda sonha com 10 mil sócios. 

Entendeu?
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Marcílio Dias, o Clube mais antigo de SC.

O time do dotô Defilm, estranhamente é muito simpático, talvez somente para mim. Conheça um pouco mais do marinheiro, o clube mais antigo de SC*.

A idéia dos três amigos, Gabriel Collares, Victor Emmanoel Miranda e Alyrio Gandra de fundar um clube náutico em Itajaí foi concretizada no ano de 1919. Em reunião realizada na Sociedade Guarany, na noite de 19 de março - que contou com a presença de mais de 80 pessoas - foi fundado o Clube Náutico Marcílio Dias. O nome foi aprovado por aclamação, em homenagem ao bravo marinheiro gaúcho morto na Guerra do Paraguai.

Somente após a descoberta da ata de fundação é que foi averiguado que a data correta em que o “Marinheiro” nasceu, era 17 de março de 1919. Com a recente descoberta, o clube agora passa a comemorar seu aniversário oficialmente em 17 de março. O Marcílio foi o quarto clube náutico a ser fundado no Estado. Antes do Rubro-Anil existiam apenas Riachuelo, Martinelli e Aldo Luz.

O primeiro presidente foi o jornalista Mascarenhas Passos, que no dia 16 de abril de 1919 enviou através de uma carta ao Governador do Estado, Dr. Hercílio Luz, a comunicação da criação do clube:

“Cumprimos o grato dever de levar ao conhecimento de Vossa Ex. que no dia 17 de março próximo findo foi fundado nesta cidade o Club Náutico Marcílio Dias, cujos fins são proporcionar à mocidade exercícios de natação, remo, gymnastica, tênnis e outras diversões compatíveis com sua cultura physica”.

O REMO COMO INÍCIO

A primeira atividade do novo clube foi o remo. O Marcílio Dias comprou duas yoles – embarcações pequenas usadas na prática de remo – que levaram os nomes de Yara e Yarê. Uma briga para a definição das madrinhas das embarcações acabou afastando alguns membros do clube, que então criaram o Barroso, maior adversário da história do Marcílio Dias.

Em pouco tempo, as atividades desportivas do clube foram sendo ampliadas. Foram incorporados water-polo, natação, atletismo, tênis, vôleiball, basketball, futebol de salão e, por fim, o futebol de campo. Além das atividades desportivas, o Marcílio organizou do começo da década de 20 até a década de 30 um grupo teatral amador, apresentando mais de 45 peças.

SEU NOME, SUAS CORES

Equipe Riachuelo em 1920. Foto: Blog Memória Avaiana.
O nome do clube foi levantado na primeira reunião, no dia 17 de março de 1919 e aprovado por unanimidade. O bravo marinheiro Marcílio Dias, que lutou na batalha naval do Riachuelo.

As cores marcilistas – rubro-anil – serviram de homenagem a dois grandes clubes náuticos da capital de Santa Catarina: Riachuelo (azul) e Martineli (vermelho), os quais serviram de inspiração aos jovens itajaienses na fundação do Marcílio Dias.

Continue lendo na fonte.

*Segundo Adalberto Klüser: "O clube mais antigo ainda em atividade (mesmo licenciado do profissionalismo) é o Brusquense (dono do estádio Augusto Bauer), depois vem o América de Joinville - disputa campeonato da Liga JOinvillense (1914), Hercílio Luz de Tubarão (1918) e Paysandu (1918), que disputa competições amadoras (base) em Brusque.

Depois, sim aparece o Marcilio Dias."

Obrigado pela correção, Adalberto!

Só há um jeito de vermos Estrada titular...


Com todo o respeito. Só pode ser essa a solução para o Estrada. Rezar, rezar, rezar... Silas alega que ele é lento, que é de cadenciar o jogo, assim como o Marquinhos. Engraçado, no Santos não havia papo que tirasse Ganso e Marquinhos do time.

PS.: Uma correção a se fazer. Segundo o site do Avaí, e foi bem notado pelo Rogério no Elite Azul e Branca, o primeiro treino no esquema 4-4-2 foi feito sem o Estrada pois ele estava no Departamento Médico. Agora fico eu aqui, com cara de tacho, por criticar antes da hora.

Bagunça institucional.

A nota oficial divulgada pelo site oficial do Avaí só pode ser uma brincadeira de mal gosto, tanto com o Presidente Zunino quanto com a torcida avaiana. Mas ela é só mais uma ponta da bagunça que se evidencia no Avaí, principalmente após o Clássico. Virou palhaçada já.

Só pode ser uma verdadeira idiotice hierárquica em que se meteu o Avaí. Primeiro temos jogador reclamando de esquema tático e assessoria de imprensa desmentindo o Presidente. Que merda é essa?

Que o jogador seja o Marquinhos e a Assessoria seja a voz do clube. A reclamação do Marquinhos deveria ter sido feita somente, somente, aos seus superiores. Mas ele é o cara, então toca. Já o comunicado de que a opinião do Presidente Zunino é relativa somente ao atual momento deve vir do próprio, pois ele não falou uma sílaba sequer sobre a temporalidade da proibição de torcida visitante.

Chegamos ao ponto do presidente do Avaí desmerecer sua torcida e o presidente do nosso maior rival amenizar as coisas. Sinceramente? Existem muitos planos de aposentadoria privada excelentes no mercado e a poupança também está dando bons rendimentos. Opções ideais para quem perdeu o gosto pelo que faz.
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Botafogo ou Paraná?

Hoje a noite saberemos qual será o adversário na próxima fase da Copa do Brasil. O Botafogo é o vice-líder do Grupo B do Campeonato Carioca. O Paraná é o décimo do Campeonato Paranaense. O Bota está de técnico novo, tem a volta de Maicosuel dentro de poucos dias e pode perder por até dois gols de diferença na partida de hoje.

Fica quase evidente que o Botafogo vai classificar. Mas, se pudessemos escolher, seria melhor pegar o time da estrela solitária e eliminar um grande do Rio para ganhar moral ou o Paraná, um adversário teoricamente mais frágil?

Prefiro o Botafogo, até pra termos o gostinho de vencer um alvinegro antes do próximo clássico...

A solução está lá fora.

Como parece moda dizer ao técnico o que ele deve fazer, repetirei um pitaco. Não, eu não sou jogador sob a batuta do Silas, então posso dizer que atualmente estamos no esquema errado. Acima de tudo, em nome da hierarquia, o Marquinhos não deveria - ainda mais em público, mas a gente entende, vai...

O principal problema que o time do Avaí enfrenta é a ligação da defesa com o meio-campo e a evolução a partir daí. Fosse noutras vezes, teríamos sempre um atacante para composição do meio, assim como alas agudos. Não são jogadores exatamente fáceis de se achar no mercado - não é sempre que achamos um Muriqui dando sopa por aí, assim como Eltinho está em ótima fase no Coxa.

Na falta de jogadores certos para o esquema utilizado atualmente, o time sofre com a falta de compactação, com a distância entre os jogadores em campo.

Precisamos de um esquema adaptado ao elenco que temos, onde um lateral sabe e consegue subir muito bem, mas o outro não. Assim como não temos um atacante capaz de compor o meio-campo, mas um excelente meio-campista no banco. É simples supor o que o Avaí, com Silas, precisa fazer.

O problema de times que têm um lateral que apoia e outro que fica preso é bem comum na Europa. Por isso, ficam aqui os esquemas de como alguns do grandes europeus jogam e se dão bem.


Não podemos punir as vítimas - por Diego Simão.

Apesar da vitória, quem ganhou foi a violência. A alegria da conquista de mais uma vitória alvinegra na casa do adversário ficou ofuscada por cenas de barbárie. Para piorar, as autoridades que deveriam buscar a manutenção da civilidade, se amedrontam e fogem de luta por uma comunidade mais pacífica e harmoniosa.

Foto de Alvarélio Kurossu.
Não vou aqui entrar na discussão de quem agrediu quem, pois, não custa lembrar que exemplos de violência não são exclusivos de alguns bárbaros que usam a camisa do Avaí para se confundir no meio da multidão. Dentro do Figueirense, infelizmente, temos alguns que também tomam a mesma atitude de agredir.

O grande problema é que, independente das cores das camisas dos torcedores agressores, eles quase sempre saem impunes. Para variar, se os problemas ocorrem dentro dos estádios, ou mesmo nos arredores, o clubes não sofrem também.

Pior de tudo é que ao que ouvimos hoje da boca de pessoas que tem o poder de mudar esse quadro é que quem pode ser penalizado é exatamente quem não faz nada de errado, o torcedor comum. É uma vergonha chegar ao ponto de termos (num futuro próximo) um clássico de apenas uma torcida. (Continue lendo aqui)

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Hora de ser campeão.

Escreveu Sérgio da Costa Ramos: "O instigante é que todo avaiano se orgulha da sua força de, com garra e suor, alcançar quase sempre o improvável, o inalcançável, o impossível. O Avaí não é apenas tradição. É um tratado de boa esquizofrenia esportiva. Não seria ilógico, nem inédito, o campeonato chegar com uma derrota (2 a 0). O Avaí já deu a volta olímpica comemorando um 1 a 2…"

Perdemos o Clássico. Paramos nas manchetes policiais, todos no mesmo balaio, como se um crime cometido por um avaiano fosse um crime cometido por toda a nação avaiana. Nosso time chega ao final do returno sem engrenar. Não poderíamos estar em pior situação. Bom sinal.

Temos todos os motivos para darmos as mãos, ir ao nosso estádio apoiar nosso time, dar uma porção de confiança àqueles que agora sentem em campo o peso de uma camisa azul er um clube deste tamanho com feridas tão expostas.  

Não temos mais espaço para lamentações, agora vale tudo para ser campeão. Seja apoiar aquele jogador que não suportamos mais ver em campo, associar-se a preço de ouro e ter que aguentar todos os atabalhoamentos do clube, aguentar horas de fila nos jogos. Há poucas coisas mais que possamos errar. Seja como torcida, como instituição ou como time. Chegamos a um momento em que o campeonato depende somente de nossas escolhas. Agir como campeões ou como desesperados.

Podemos fechar as caras, escolher nossos próprios narizes como razão para torcer, ou podemos nos unir e procurar a vitória juntos. Cobramos muito do time, queremos raça os 90 minutos. Cobramos bastante do Clube, queremos respeito, qualidade de atendimento. Precisamos, como torcida, dar o nosso quinhão de tudo que pedimos. Dar nas arquibancadas toda a raça que cobramos e ao clube todas as razões para que nos respeite. Que o título venha com tantos tropeços, mas venha. É só o que importa agora.

Que o resto de Santa Catarina aguente o tranco de enfrentar o Avaí e sua torcida acuados. Se tudo der errado, não será por falta de luta.

Meu querido Presidente, esfria a cabeça...

...e lê esse texto do Rodrigo, lá de Brusque. Fica um trechinho aqui:

"Nada impede que adversários vão misturados aos da casa, ou que façam tocaias nas cercanias. Quem vai pra Estádio só pra arrumar confusão é bandido. E bandido sempre arruma um jeito de aprontar."
Por favor, repense bem o papel do Clássico para o Estado...

Comissão de Festas do ROF esclarece...

Direto do Orkut:

00:09 (24 minutos atrás)

Comissão ROF

[ROF VI] - Nota Oficial de Esclarecimento


Tendo em vista os acontecimentos do dia 03/04/2011, a Comissão Organizadora do "Ressacada ON FIRE" gostaria de vir a público e aduzir que: 

A festa "Ressacada On Fire", por qual a presente comissão se responsabiliza, possui como única finalidade a exaltação da instituição Avaí Futebol Clube através de manifestações pacíficas de sua torcida, e é viabilizada por intermédio de doações espontâneas dos próprios torcedores, sem qualquer espécie de contribuição por parte do clube ou fins lucrativos.

Ressalta-se que, além da tradicional queima de fogos, participou esta comissão de outras ações independentes de incentivo à instituição Avaí que repercutiram positivamente em todo o Brasil por sua beleza, pacificidade e demonstração de apoio incondicional ao clube, dentre as quais se destacam as recepções pré-jogo ao grupo de jogadores avaianos nos compromissos decisivos que determinaram, no ano passado, nossa permanência na elite do futebol nacional.

No que tange aos ocorridos no clássico do dia 03/04/11, frisa-se que a entrada dos materiais deu-se sem qualquer anuência do Avaí Futebol Clube ou qualquer de seus funcionários, que não tinham ciência da realização da festa. Ciente da proibição dos artefatos que já haviam sido comprados, a comissão, temendo frustrar as grandes expectativas causadas pela divulgação da festa e arrecadação de doações, decidiu por ingressar no estádio portando fogos e balões, distribuindo-os por todas as arquibancadas nos momentos que precederam o início do jogo. Parte dos materiais restou apreendida pelas autoridades competentes encarregadas de garantir a segurança.


Na oportunidade, a festa, que contava com o apoio de grande parte da nação avaiana, ocorria de maneira irrepreensível, proporcionando o bonito espetáculo pretendido. No início do segundo tempo, entretanto, deu-se o acendimento de alguns sinalizadores que restaram à primeira queima, como historicamente se dá em jogos de futebol no Brasil. Infelizmente, por ausente corrente de vento na noite daquele dia, e, portanto, por razões que fugiram ao controle da comissão, a fumaça provocada pelos sinalizadores se acumulou sobre o campo, o que culminou na paralização da partida por alguns minutos.

Cabe informar que os responsáveis pela festa, simples representantes da grande parte da nação azurra que contribui, incentiva e se orgulha dos espetáculos realizados pela sua torcida, foram chamados a prestar esclarecimentos à "Justiça Presente" e deporam, assumindo a responsabilidade por tudo, almejando isentar o clube de qualquer punição administrativa. Dois deles, maiores de idade, assinaram Termo Circunstanciado e foram proibidos de irem à Ressacada até o final do corrente ano.

Repudia-se a atitude irresponsável do indivíduo não identificado, sem qualquer ligação com esta comissão, que atirou um dos sinalizadores no campo de jogo durante o acontecimento da partida. Tal ação divorcia-se completamente da ideologia da festa, absolutamente pacífica, indo de encontro aos objetivos da mesma, motivo pelo qual a comissão se isenta de qualquer responsabilidade no que toca ao arremesso em questão, bem como é interessada na identificação e punição de seu protagonista. Da mesma forma, desvincula-se a Comissão da responsabilidade por eventuais fagulhas que tenham atingido roupas de torcedores, havendo de ser responsável quem acendeu os sinalizadores de forma negligente.

Lamenta-se, outrossim, a utilização da "direção para onde vai a fumaça" como critério para punição unicamente dos integrantes desta Comissão, já que, sabe-se, em todos os clássicos dos anos passados e em plurais outras partidas válidas pelo Campeonato Catarinense desse e de outros anos houve a queima de fogos de artifício idênticos aos utilizados na partida do dia 03/04/2010, sem, no entanto, a mesma "caça às bruxas" hoje vislumbrada.

Com as proibições trazidas pela Lei n. 10.671/03, a comissão responsável pelo "Ressacada ON FIRE" dá por encerradas suas atividades, consciente de que sempre agiu em defesa das cores do Avaí Futebol Clube, sem quaisquer interesses pessoais, bem como de que contribuiu à reputação de melhor e mais apaixonada torcida de Santa Catarina ostentada pela coletividade azul e branca.


NINGUÉM FAZ NADA SOZINHO!
Comissão de Festas - ROF
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Sinalizadores: eu sou a favor.

Sinalizadores sendo utilizados no clássico de fevereiro, no Estreito.
Estavam proibidos também...
Tivemos problemas com essa edição do Ressacada On Fire. Noutras edições, todo o material utilizado também estava proibido. Qualquer incidente em relação às festas pirotécnicas, digamos assim, nunca foram incômodos o suficiente para ofuscar a beleza da festa. 

Neste Clássico, por causa de um erro ao acender os sinalizadores na hora errada e da presença de um desequilibrado que arremessou um deles no gramado, toda a festa tornou-se errada, tudo isso agora é "coisa de bandido". 

Só para lembrarmos: no clássico passado, a torcida do time além-pontes acendeu sinalizadores. Não estavam proibidos também? Sinalizadores acendidos em hora errada, mais a atitude de um babaca de jogá-lo no gramado, e de uma hora para outra o Ressacada On Fire deixou de ser a maior e mais bonita festa de Santa Catarina. Além, é claro, da torcida do outro lado ter saído como a grande vítima de tudo - logo eles, que jogaram garrafas nos avaianos enquanto chegavam dentro de seus ônibus escoltados.

A torcida do outro lado, aliás, faz baderna em qualquer lugar aonde vá, quem acompanha mais de perto e conversa com torcedores de outros times sabe disso. Criminosos estão presentes em qualquer sociedade, por quê não fariam parte de torcidas de futebol? Mas eles, quando não vestem uma camisa alviceleste, raramente viram notícia. 

A impressão que tenho é a de que nossa camisa faz qualquer tragédia render um espetáculo. É sempre assim que acontece com a torcida do Avaí, estigmatizada pelas atitudes estúpidas de seres que não merecem ser chamados de humanos. Até nossa maior e mais bonita festa foi criminalizada, entrou no balaio do pensamento comum sobre um jogo marcado por violência. Estou cansado, muito cansado, de carregar no peito o peso deste escudo manchado por sangue. 

Juntando os cacos...

O único ponto positivo da partida de ontem é que ela serviu para colocar ainda mais em evidência o principal erro do time do Avaí: o esquema. Não faltou raça, não faltaram chances de gol. Só faltou o gol mesmo. Ah, e claro, faltou um parceiro para o Marquinhos. Então, vamos à análise e argumentação.

Ataque.
William é o melhor atacante do Avaí, com sobras. Rafael Coelho tem o senso de artilheiro, é aquele cara que está no lugar certo, na hora certa, que pode decidir o jogo a qualquer momento. É o melhor ponto do time.

"Meia-cancha", meio-campo e alas.
O setor que é o coração do time não funciona. Temos dois bons volantes, mas que não têm "a manha" de como jogar pra frente, Marcinho Guerreiro (excepcional) e Diogo Orlando (esforçado). Nenhum dos dois sabe chutar a gol, por exemplo. Nas alas, Julinho, com falta de cacoete para a defesa e deficiências para chegar ao ataque e Gustavo, com mais ou menos os mesmos problemas. Marquinhos, sozinho, com seu tipo lento, não aguenta mais ter que ir da defesa ao ataque durante o jogo inteiro sem ter ninguém para jogar com ele. Enfim, o retrato da desorganização. 

Zaga
Emerson Nunes, Cássio e Gian são bons zagueiros, para não dizer ótimos. Estiveram muito bem no Clássico.  Mas os problemas começam justamente neles. Fica evidente que a culpa não é dos jogadores da zaga.

O principal problema é...
Compactação é o nome do problema. Com tantas características que não encaixam, nosso time simplesmente não consegue chegar ao ataque sem ser na base do chutão pra frente. Mais: como os alas não sabem quando apoiar ou atacar, acabamos tendo uma defesa ainda fraca. O Avaí é um time em que os jogadores estão quase sempre distantes um do outro. Aí não tem condição física que dê jeito. O negócio é fazer o esquema se adaptar ao que temos.

A solução está lá fora.
Ilustração: Blog Preleção
Não curto muito essa de dizer a um profissional o que ele deve fazer, mas se pudesse dar uma opinião ao Silas, diria para jogarmos num 4-4-2 tendendo para a esquerda, como ilustrado ao lado.

Durante muito tempo o Manchester United, só para citar um exemplo clássico, jogou exatamente nesse esquema, onde um lateral fica preso e outro solto. A Inter de Milão de José Mourinho foi campeã européia jogando nesse esquema, só que invertido, onde a liberdade era do lateral direito.

Adaptada ao Avaí.
Julinho teria a cobertura de Diogo Orlando e Emerson Nunes ficaria como um terceiro zagueiro nas situações de ataque. O ideal mesmo é que o Diogo Orlando fosse canhoto. Também não se pode esperar que ele chegue ao ataque como chegava o Cambiasso na Inter. Aqui, no Avaí, ele ficaria mais preso mesmo.

Marquinhos jogaria na posição em que melhor se encaixa e Estrada finalmente teria uma vaga no time, flutuando em ambos os lados do campo, assim como Marquinhos sendo o maestro da meiuca.

O Avaí manteria o losango do meio de campo a cada subida do Julinho e ainda manteria a estrutura defensiva se jogasse dessa maneira. A tal compactação é muito melhor quando um time joga com o losango no meio.  Hoje, pelo que analisamos das qualidades e das dificuldades do elenco, esse é o melhor esquema que o Avaí pode adotar. 

Mas vamos aturando as convicções do Silas, que jura que o time vai encaixar quando contratações vierem. Discurso de quem aparenta não saber mais o que tentar com o que tem em mãos.

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