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Archive for Fevereiro 2011

Não existe oposição no Avaí.

Malditas sejam as pichações nos muros da Ressacada. Por mais que sejam frases fortes, por mais que façam algum sentido, elas desqualificam qualquer chance de oposição palpável.

Pedindo a saída de um administrador e da responsável pelo licenciamento do clube, além de responsável pelos preços de acesso ao nosso Templo, o(s) pichador(es) foi(foram) coerentes com todas as reclamações que estão sendo exaustivamente repetidas por muitos que frequentam a esfera virtual avaiana, a principal fonte de opinião e informação de quem busca sair da mesmice da imprensa alugada. Esse é o problema.

Provavelmente são pichações de membros de torcida organizada, que devem ter o acesso ao estádio "dificultado" aos patamares normais de qualquer avaiano. Essa é uma suposição e nada mais, não tenho o menor nível de "infiltração" no Avaí para poder dizer isso com certeza. De certeza, só mesmo é que reclamar com vandalismo das mesmas pessoas que nós estivemos aqui, dia a dia, foi praticamente jogar a tinta em nossas mãos.

Desqualificaram as chances de oposição respeitável à política de preços e relacionamento adotada pelo Clube. Haja trabalho agora para desassociar a imagem de quem está tentando de maneira civilizada ser crítico dessa de quem extrapolou os limites do respeito ao nosso amado Avaí.

É por isso que não existe oposição. A chance dessa oposição existir, se existia, diminuiu ainda mais com atos de vandalismo que associam a imagem de marginalismo a quem é "do contra". Game over. Por enquanto...
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Ronaldo, professor de negócios.

Em entrevista à Revista Época, o recém-aposentado Ronaldo explica como conseguiu gerenciar sua carreira, seus contratos e sua imagem:
"Sempre me envolvi com minha carreira e procurei profissionais para me orientar. Vivendo, a gente vai ganhando experiência para tomar decisões. É claro que nem sempre se acerta, mas isso também é um aprendizado."
Ainda sobre os negócios do maior craque recente do país, a revista continua a falar  como o garoto do subúrbio de Bento Ribeiro, Rio de Janeiro, que estudou somente até a oitava série, conseguiu dominar o marketing pessoal e continuar ganhando rios de dinheiro mesmo agora, parado. 

Dois escritórios cuidam dos negócios do ex-fenômeno, os mesmos escritórios que têm como clientes gente bem sucedida como Zidane, Beckham e Fernando Alonso. Ronaldo também se cercou de gente do ramo de marketing, comunicação, finanças e Direito. 

Mesmo com alguns deslizes na vida pessoal e 3 anos de tratamento de lesões e agora aposentado, Ronaldo manterá todos os contratos que possuía na época de Corinthians. Abriu uma empresa de marketing esportivo, a 9INE, e mesmo assim não colocou um centavo para abrí-la. Todo o capital inicial, 5 milhões de reais, são da agência de marketing inglesa WPP. Ronaldo tem 45% do negócio, sem investir um centavo. Segundo Sérgio Amado, presidente no Brasil do braço da WPP: "Ele sabe o valor que tem. Nós também."

É assim, cercando-se de profissionais e deixando as amizades somente no campo das amizades que Ronaldo construiu sua fortuna de R$ 600 milhões. 

E o Avaí com isso? Pergunte ao Presidente Zunino... Só amizade, carinho e compaixão explicam a permanência de algumas figuras na Ressacada.
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Quanto vale R$16 mil?

O resultado do jogo entre Vilhena x Avaí não pode ser considerado exatamente uma surpresa. A avaliação do jogo, então, não poderia se dar de maneira pior: sem televisionamento, só nos restou ouviu ao radinho e tentar catar algo, juntar botões, mas nada muito certo. Os pontos mais interessantes passaram a ser as entrevistas pós-jogo. 

A entrevista de Silas foi como música aos ouvidos dessa nação que jamais acostumou-se com o treinador de nada, Benazzi. Dessa vez, nenhuma palhaçada, nenhuma piadinha de dividir premiação para o leitinho das crianças, nada. Somente um discurso sobre como consertar algumas coisas no time, treinar variações táticas e essas coisas de técnico de futebol.

A entrevista do presidente do Vilhena é que foi tocante. Sem dinheiro, sem recursos e com 40 mil reais para pagar somente para os jogadores, após 6 meses sem jogar, não há dúvidas de que a esperança do patrono Vilhenense fosse de trazer o jogo de volta para a Ressacada. De acordo com o regulamento da Copa do Brasil, o time visitante que elimina o jogo de volta tem direito a 60% da renda do jogo. O jogo teve renda de R$28 mil. Resumindo: R$16 mil reais que o Vilhena deixou de ganhar.

Desolado e até mesmo desesperado, o presidente do simpático clube de Rondônia quase chorou em frente ao microfone das rádios, sem saber como manter o time depois da goleada sofrida. Na comunidade do Avaí no Orkut já rola até o movimento "Libera, Zunino". Os 60% da renda, claro. 


Rádios para sofrer o jogo.

O Avaí fará uma das únicas partidas oficiais não televisionada em anos. Isso porque nenhuma emissora arriscou-se a gastar um rio de dinheiro para montar estrutura de transmissão. Por isso, nos resta o "raidinho" para saber como o Leão se portará em campo.

Tenho uma certa aversão a jogos transmitidos pelo rádio. Qualquer lateral vira perigo de gol. Uma verdadeira dose de adrenalina desncessária ao coração. Mas, já que não há opções, ficam aqui algumas dicas:

- Regional FM: Pela primeira vez acompanharei ao trabalho do amigo Fábio Luiz Machado na sua nova emissora. Ouvi já muitos elogios à cobertura da rádio. O narrador será Odilon Jr.

- Rádio Planalto:  Transmissão nativa, da cidade de Vilhena. Uma opção curiosa, com torcida desforável.

- CBN: Já que o assunto é torcida desfavorável, a CBN continua sempre na luta por esse posto...

- Guarujá: Não tenho maiores detalhes sobre a transmissão da Guarujá, mas é sempre uma opção.

Em Rondônia o bom-senso funciona...

Fosse em qualquer estádio de Santa Catarina, a situação seria considerada normal. O Vilhena recorreu a arquibancadas metálicas para aumentar em 1000 lugares a capacidade do estádio, mas acabou tendo que retirá-las por ordem dos bombeiros.

Por alguma situação estranha, poucas vezes vi isso ocorrer em Santa Catarina. E olha que sou de Palhoça, onde o Guarani sempre teve problemas com os bombeiros, mas sempre conseguiu liberar as tais arquibancadas metálicas...

Fonte base: Vilhena EC

O Avaí merece mais.

Muito se falou nessa semana sobre as falhas da fanatic nos uniformes avaianos. Acho louvável o interesse em investir no que é daqui, afinal de contas estamos criando empregos, porém cabe ressaltar que o futebol mexe com a emoção das pessoas, não é tão fácil recuperar uma imagem arranhada.

Fui um dos que foram "enganados" por esta marca, venderam-me um produto e entregaram outro, seria cabível de uma ação no PROCON? Mais do que uma ação contra a empresa, é a imagem do Avaí  que está em primeiro plano, é o clube que paga por estes equívocos, seja perdendos "clientes" ou até mesmo patrocinadores que perdem visibilidade no meio de tanta bagunça.

A grandeza do nosso leão merece um material esportivo de qualidade, entregar para uma empresa do porte da fanatic a fabricação do nosso manto, é perder uma das boas receitas de um clube de futebol, sem querer desdenhar da mesma, mas estamos muito acima da capacidade técnica deles. A estrutura da fanatic não condiz com o tamanho do Avaí hoje.

Torço para que a fanatic cresça, talvez um dia possa vir a ser o parceiro ideal para o Avaí, mas não agora, não depois de tantos problemas.

Agora é hora de deixar as vaidades de lado, reconhecer o erro e correr atrás dos prejuízos, que não foram poucos, e formar parceria com quem tem know-how. Está na hora de nos comportarmos como grandes que somos.
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Isso é respeito.

A Olympikus produz as camisas do rubro-negro carioca e, mais uma vez, dá uma aula de como tratar o manto sagrado de um time de futebol. É por isso que antes do lançamento da nova coleção do Flamengo a Olympikus começa a instigar a curiosidade em torno dessa que é a principal atração de qualquer guarda-roupas. 

Sem lançar o modelo definitivo, a marca disponibilizou para um blog do Globoesporte.com fotos exclusivas de detalhes da nova camisa. Além de não revelar tudo, mantendo o mistério, reforça a qualidade do produto. Duvida? Confere as fotos:

Fotos: Blog do RicaPerrone

A Umbro também ressalta aos torcedores do Santos que trata o uniforme do clube mais vezes campeão brasileiro como um verdadeiro manto sagrado:


Independente da motivação de Olympikus e Umbro para dar aos mantos sagrados de Flamengo e Santos o tratamento devido, fica evidente que o Avaí não só engatinha no quesito respeito aos principais patrimônio do clube, sua torcida e sua história, como anda para trás quando promove uma campanha de marketing que termina assim, com uma camisa dessas da foto abaixo.


Não trataram somente o torcedor como um ser acéfalo. Trataram o Avai com desrespeito. Trataram a nossa gloriosa história com desdém, como se nosso manto pudesse ser feito assim, nas coxas, diferente do comprado - e sonhado.


Diga-me com que volantes andas...

...e te direi que técnico és.

No primeiro jogo da Copa do Brasil, o Avaí deve começar o jogo com praticamente os mesmos jogadores que Benazzi escalou teimosamente durante o Campeonato Catarinense: Zé Carlos; Gustavo, Emerson Nunes, Leonardo e Pará; Bruno, Batista, Estrada e Fabiano; Rafael Coelho e William. Mudanças mesmo somente a saída de Gian e a entrada de Leonardo, assim como a ausência de Marquinhos e a presença de Estrada e Fabiano.

Sem a tríade de volantes em campo, o Avaí finalmente pode almejar um futebol bonito, jogado pra frente, buscando o gol. Parece um sonho, mas não é. 

Chega de ver Diogo Orlando, Bruno e Batista no mesmo time. Um primeiro volante ficará de fora e somente essa perspectiva já é animadora para mim, para você e para qualquer um que não espera um Avaí covarde em Rondônia. 

Somente quando Marcinho Guerreiro voltar é que poderemos entender qual será o Silas de 2011. Temos 3 primeiros volantes de características muito diferentes e eficiência muito parecidas. A escolha de um dos 3 definirá a preferência por determinado tipo de jogo por parte do técnico. E aí poderemos dizer que Silas é esse que foi ali nos pampas, deu um rasante no Rio de Janeiro e acabou voltando para casa. O ousado, o conservador, o corajoso, o maluco, ou o medroso...
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Vilhena: uma máquina de gols.



Um dado curioso, retirado do blog Vilhena Esporte Clube, é do resultado dos amistosos realizados pelo clube antes da estreia na Copa do Brasil, contra o Avaí.


Foram 39 gols em 6 jogos, somente 2 gols sofridos, contra times amadores. Os artilheiros do time nesses jogos foram Gustavo Rosa, Alex Baiano e Geílson. 

Melhor do que o Concórdia, de certeza, o Vilhena parece ser. 

Vágner TCR no Bahia:

Posso adiantar que não costumo fugir da responsabilidade. Quero dar minha contribuição. Um clássico é um jogo especial e quero mexer com o emocional destes atletas.
Vágner TCR Benazzi.

Engraçado nosso ex-técnico chegar ao Bahia falando isso, né? Para quem não conhece, TCR é a abreviação do famoso método Tirar o Cu da Reta, no qual Vágner Benazzi é um verdadeiro especialista. 

No Avaí, não aceitou ser responsabilizado por qualquer resultado negativo. Não sei de qual costume ele estava falando...






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Respeito é tudo.

Numa relação vitoriosa e sólida, o alicerce principal é a confiança, mútua, recíproca. Não bastam contratos, não bastam declarações na imprensa, não basta colocar dinheiro na roda. Esse algo humano ainda é e sempre será essencial em qualquer situação em que eu e você somamos dois, mas precisamos somar um. 

O papel da comunicação.
Qualquer veículo de imprensa que me faça sentir desestimulado a usar meu senso crítico sempre cai no conceito, até um ponto em que deixo de acompanhá-lo. É por isso que ali na barra de ícones de sites e blogs não consta nada da RBS, por exemplo. É algo que não faço mais: acompanhar os veículos de comunicação da empresa. Levando isso em conta, ainda permeia no íntimo uma grande dúvida: o Site Oficial do Avaí merece estar ali?

O Avaí.
Esse sentimento de que não posso confiar no site do meu clube não é algo pessoal, íntimo. É algo externado por opiniões blogosfera afora, orkut e facebook, twitter, nas ruas. 

O site oficial destacou o desempenho nos últimos 5 jogos do turno. O clube demitiu o treinador. O marketing tenta justificar o preço de mensalidades utilizando a quantidade de jogos por mês, contando jogos que dependem de classificação, com Copa SC, Copa Fora de Hora e até amistosos. Utilização errada, de escudo antigo, na camisa de escola de samba, sendo justificada com aspectos até mesmo mitológicos...

A Fanatic.
Essa sensação de pessimismo em relação à confiança estabelecida com meu clube chegou ao ponto de não confiarmos sequer no manto que vestimos e pagamos caro, mesmo sendo produzido aqui do lado com uma qualidade que não se compara com grifes mundiais. Mas essa história de desconfiança até mesmo com o manto sagrado azurra a Kk de Paula conta direitinho aqui.


O ano começou dia 16 de fevereiro.

Dizem que o ano só começa depois do Carnaval, né...
Não há avaiano ou rival que não saiba, o Campeonato Catarinense começou para o Avaí com a chegada do Silas. Não tenho medo de afirmar isto, nem é muita confiança no treinador, nem mesmo muita confiança no elenco, muito menos menosprezo aos adversários. Ninguém é louco para ousar se dar ao luxo de desperdiçar o primeiro turno porque estamos garantidos no segundo. Fosse assim, o Benazzi ainda estaria por aqui e 2010 ainda não teria começado a terminar.

Toc, toc, toc. É o trabalho.
O Avaí só começou a treinar agora e isso com certeza vai pesar quando a bola voltar a rolar para o Leão. Chega de "Vamo, vamo, vamo!", rachões e treinos atrasados. Já conhecemos o modo como Silas trabalha, talvez demore algumas rodadas até conseguirmos um padrão tático, mas chegaremos a ele em algum momento. Onde existe trabalho, essa não é uma esperança: é uma premissa.

Mas nada de pressa...
Que seja aos trancos e barrancos, o importante nesse primeiro momento será prezar pelos resultados, algo que o novo velho técnico sabe que servirá tanto para manter seu serviço como para fazer valer o preço desse elenco. Uma hora a bola vai ter que começar a rolar redonda.

Então, ficamos combinados assim: o primeiro jogo do Avaí 2011 será quarta-feira, contra o Vilhena. Mas nas finais do Catarinense devemos estar voando. É o mínimo que se exige de quem não quer repetir o quase completo fracasso de 2010...


O Deus da Ressacada está de volta. Às 15h.

Evando, o iluminado, o anjo de Nossa Senhora da Ressacada, o dono da Ilha, o inesperado, o inenarrável, o predestinado Evando. Ele está de volta. Cássio também.

Eu iria lá assistir à volta dos ídolos, se pudesse!
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Rancho de Amor à Ilha e o Avaí.

Vídeo gravado pelo Rafael Botelho em 2009, no Rio de Janeiro:




A nação avaiana tem orgulho dos seus hinos, inclusive o da Ilha. Agora ela cantará o Rancho todos os jogos. Mais um capítulo da nossa Avaianidade

Números não mentem.

Após 5 jogos, o Avaí de Vagner Benazzi tem 5 pontos: duas derrotas, dois empates e uma vitória. Benazzi reclamou de que as cobranças são maiores com ele do que seriam com o Felipão. Merda.

A argumentação TCR* fez sentido. Esse é o problema. Nos últimos 3 jogos os resultados não são exatamente "incontestáveis". Um bom empate com o Metropolitano, haja vista as condições, vitória convincente pra cima do JEC e empate com o líder - jogando melhor. Não é o suficiente para convencer ninguém, mas já é algo. Dentro de campo as coisas parecem melhorar, mas os números, ah, esses não mentem. Por isso, por mais que o time jogue bem, o que importa são eles: os números.

Quero acreditar que o Dpto. de Futebol está no mínimo muito atento aos últimos dois jogos do turno. Temos, sob o comando de Vagner Benazzi, um aproveitamento de 33% em relação aos pontos que poderíamos ter ganhado. São pífios 5 pontos, do total de 15 possíveis. O Metropolitano, que é o Metropolitano, com folha salarial dezenas de vezes menor que a do Avaí e, com todo respeito, não tem o tamanho do Avaí, tem 38%.

Vamos combinar assim: o aproveitamento do Leão, sob o comando de Vagner Benazzi, ficar abaixo do Metropolitano ao final do turno é simplesmente inaceitável, certo? Eles ainda terão 2 jogos a mais para "diluir" os bons e maus resultados no cálculo final de aproveitamento.

Esse turno ainda pode render uma boa notícia. E uma ruim, é claro.

*TCR: abreviação de Tirar o Cu da Reta. Vagner Benazzi é o mito, a personificação do perfeito utilizador do método TCR.

Um retrocesso para a sociedade.

Desculpa, se veio para ler sobre, especificamente o Avaí, hoje veio para o lugar errado. O nome do blog, esse aqui em que escrevo, não é definitivo. Só é assim porque não arranjei algo melhor e simplesmente porque  ser "mané" é uma marca praticamente registrada da nossa gente. Defender nossa gente é, então, algo obrigatório neste espaço. Mas, se não quiser se incomodar com outra coisa que não futebol, saia daqui agora. Mesmo.

Agora sim, escrevendo somente a quem quer se incomodar, consigo me sentir plenamente à vontade acerca de um assunto que influi muito pouco no futebol, em si, mas que já estragou muito da magia de ir aos estádios: violência policial.

A notícia que me fez parar as máquinas e pensar bem no caminho em que estamos tomando, como sociedade, é a criação de um batalhão de choque, comandado pelo tenente-coronel Newton Ramlow. Um batalhão de policiamento de choque, que pode chegar a 250 soldados, com atuação no estado inteiro.

Apresento alguns fatos sobre a atuação da PM sob o comando do tenente-coronel supracitado e uma declaração absurda do mesmo:

O abuso de autoridade e a truculência policial
são características do 4º Batalhão da PMSC.
Agora, isso será estendido para todo o Estado.
- "Eu combato os movimentos sociais de Florianópolis";
- A desmoralização da PMSC, por Cesar Valente;
- Polícia Militar invade a UDESC (vídeo);
- Sem motivos convincentes, a torcida do Avaí foi, inconstucionalmente, proibida de utilizar artigos rosas na Ressacada. Nem mesmo meninas, crianças. Boatos afirmam que o tenente-coronel é um dos fundadores da principal torcida organizada do maior rival do time da Ilha;
- "Sindicância vai apurar gravação em que PM manda ignorar ocorrências em rua de Florianópolis. A determinação é do comandante-geral da Polícia Militar em Santa Catarina" - Manchete do DC em 13/09/2009.

Não tenho problemas em afirmar que considero colocar 250 homens com a alcunha de batalhão de choque sob o comando deste senhor é uma ameaça aos princípios democráticos estabelecidos na Constituição. Um retrocesso para a sociedade. Nós assistiremos a isso calados, como sempre? 

Façamos um Clássico em paz. Sem que seja necessário depender do tal batalhão de choque...

PS.: Processe-me se achar que não tenho o direito de pensar assim. Expus os fatos, as evidências.

Não confio no comandante do novo batalhão de choque, mas tento entender em parte a sua maneira de agir e pensar. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu o problema da educação dos quartéis ao anunciar a reformulação do currículo das Forças Armadas. Isso, para mim, é o suficiente.

Um Coelho bom de lábia.


Rafael Coelho vem caprichando, dentro e fora de campo. Esses anos acompanhando o futebol, mas principalmente o Avaí, já não me deixam mais iludir quando alguém, seja presidente, diretor, técnico ou jogador, vem aos microfones falar qualquer coisa que seja. Mas Rafael Coelho enfrenta em frente aos microfones um desafio e nos campos outro. 
Particularmente, achei que deu um banho, em ambos os quesitos.

"Desde que cheguei no Avaí, eu, sempre muito cobrado, por ter jogado lá do outro da ponte, né, no rival." 
"Fiquei bonito de azul, né? Azul e branco combinou bastante! Porra, fiquei, tô feliz! Tô muito feliz com o gol de hoje, com a vitória, e muito mais quando eu saí de campo, que eu saí aplaudido. Chego a ficar arrepiado, porque depois de ser tão vaiado, tão cobrado, hoje a torcida consegue reconhecer que eu não tô aqui de brincadeira. Tô aqui pra defender as cores do Avaí, tô aqui pra defender o clube Avaí e vou honrar essa camisa enquanto estiver aqui."
"Eu procuro viver o presente agora, viver o Avaí. Cada vez mais conseguir levar o Avaí aonde ele merece estar, que é o topo."
 "A gente não poder sair de casa, por vergonha."

A personificação do que falta.


Num panorama geral, do que carece o Avaí em 2011? Moisés Cândido é a resposta.


A ética 
Quando Moisés Cândido saiu do Avaí, não disse uma letra sobre o que acontecia nos bastidores do clube. Um verdadeiro gentleman, sabia que já estava substituído sem ao menos sair do cargo oficialmente. Simplesmente sabia onde estavam os erros e não cabia a ele, já destituído, apontá-los. Seria prejudicar o trabalho dos sucessores de forma pouco ética.

A coerência
Ouvir Moisés Cândido era o equivalente a esperar pelas entrevistas do Silas após os jogos. Era simplesmente a sensação reconfortante de haver uma voz serena, firme e coerente nos momentos bons e ruins que vivemos desde sua chegada, em 2007. Quem não se lembra daquelas firmes palavras públicas, em 2009, quando nosso técnico tentava usar o TCR e pedia por um medalhão e ouviu, claramente, que "o Silas é o próprio medalhão."!?

Experiência e competência
Quando o Avaí amargou 10 rodadas sem vencer no primeiro ano de Série A na sua História, mesmo período em que Silas pediu pelo tal medalhão e ouviu o que precisava, Moisés tomou as rédeas da situação. Chamou treinador, jogadores, praticamente forçou uma mudança de esquema e finalmente disparamos rumo à sexta colocação do Campeonato Brasileiro. Foi o ano em que ficou evidente a boa influência exercida por Moisés tanto sobre o elenco quanto sobre o inexperiente técnico.

O trabalho acima de tudo
Moisés saiu alegando não ser mais ouvido no Avaí. Está fazendo um ótimo trabalho com o time do Joinville, mesmo tendo falado nas rádios em alto e bom som, após a ecatombe que Caio causou, ano passado: "Se alguém duvida de que o Avaí tem a maior torcida do Estado, não tem mais o que alegar.

Ninguém em Joinville se importou com a avaianidade assumida daquele competente senhor de cabelos grisalhos. O que importa é título que ele está garimpando cuidadosamente com os poucos recursos que tem.

A comparação
Em 2008 e 2009, com Moisés Cândido nas rédeas, o Avaí conquistou tudo que pôde. Em 2010,  conquistou o bicampeonato estadual e amargurou a pior campanha de um time catarinense na Série A. Em 2011 começamos sem sequer marcar um gol no campeonato, já passadas cinco partidas.

Alguns dirão que é mera coincidência que os resultados do time estejam interligados com esse perído em que Moisés foi sendo cada vez menos ouvido ao longo de 2010 até ser afastado de vez em 2011.

Os fatos atuais
Primeiro, ouvi o senhor Fábio Araujo, aquele que só veste preto, branco e verde, garantir que conquistaremos o título estadual, coisa que nunca ouviria da boca de Moisés. Segundo, olhei para a colocação do Joinville na competição. 

Conclusão
Cada um faz a sua. Para mim já está claro, desde metade do ano passado.

Faço eco a quem sempre tratou a torcida avaiana com o respeito que merece.
Reedição do post: o vitorioso zagueiro Cássio, por pertencer à LA Sports, não foi apresentado oficialmente. Iria fazer um post novo sobre isso. Pra quê? Volto a repetir, é de homens como Moisés Cândido que o Avaí precisa. Não de covardes.


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